segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

Fotos Reveladoras - 16

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Coma Kiwis

( Foto jornal Diário de Notícias )

Quivis são bombas de vitamina C

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O quivi, de origem chinesa, e designado no início por "groselha da China", difundiu-se na Europa e na América a partir dos anos 70. O nome kiwi foi criado pelos neozelandeses, que utilizaram o nome da ave nacional do seu país. Em Portugal, é cultivado nas regiões de Entre Douro e Minho e Beira Litoral, onde encontra condições climáticas favoráveis ao seu desenvolvimento.

As características qualitativas e nutricionais deste fruto de sabor agridoce levam a que cada vez mais faça parte da dieta dos portugueses. Pode ser utilizado em sobremesas, saladas e há ainda quem goste de acompanhá-lo com uma fatia de pão.

O quivi possui um teor elevado de fibra e de minerais, como cálcio, ferro, magnésio e cobre. É também um fruto com um nível muito elevado de vitaminas, sobretudo a C, num teor bem superior ao da laranja. Cem gramas de quivi cobrem 100% das nossas necessidades diárias desta vitamina. Com as vitaminas E e A, contém um elevado poder antioxidante. As inúmeras sementes deste fruto contribuem para estimular o trânsito intestinal.

Escolha quivis sem manchas ou cortes, firmes e sem a pele engelhada. Os mais claros são em geral menos maduros. Um bom quivi tem a polpa ligeiramente macia e um aroma intenso. Rejeite os moles e com uma consistência de borracha: neste estado, o aroma perde-se e é muito provável surgirem maus sabores.

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In Diário de Notícias Online

O Cristão Pós-Moderno

O cristão pós-moderno come. Come muito. É insaciável. Está sempre com comida de plástico na mão, pronto a deglutir. Come qualquer coisa desde que não lhe dê muito trabalho a mastigar. Aliás, ele não mastiga, apenas engole. E por isso passa ciclicamente por dores de estômago, que atribui a causas desconhecidas ou a um chato dum desmancha-prazeres a que chama diabo.

O cristão pós-moderno conhece todas as marcas de fast food e está sempre atento às campanhas publicitárias de novos produtos. Um novo hamburger, um novo donut, um novo cachorro-quente, uma nova cola ou refrigerante. Mas não é capaz de dar um copo de água a quem tem sede. Tudo sabe, tudo conhece. Não há novidade que lhe escape. [...]

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Brissos Lino

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Continuar a ler artigo AQUI no A Ovelha Perdida

O Dia da Filosofia

No próximo dia 19, celebra-se o Dia Internacional da Filosofia. Para chamar a atenção para a sua importância fundamental.

Mas, afinal, o que é e para que serve a filosofia? D. Huisman e A. Vergez, numa bela introdução à sua temática, escrevem, não sem razão, que há duas palavras que fazem do Hamlet "a peça filosófica por excelência". Primeiro, há o famoso solilóquio: "To be or not to be: that is the question" - ser ou não ser: eis a questão -, e, depois, quando Polónio pergunta a Hamlet o que lê, este responde: "Words... words... words" - palavras... palavras... palavras... Alguns pensarão que a filosofia não passa de um jogo de palavras. O que é facto é que a filosofia tem como questão essencial o ser: "Porque há algo e não nada?"

Mãe de todas as ciências, a filosofia não é uma ciência no sentido estrito, como hoje a entendemos. Daí que nenhum dos sistemas filosóficos obtenha consenso universal. Assim, quem não toma atenção, ao olhar para a história da filosofia, pode ter a sensação de um montão de ruínas. Mas o filósofo é isso mesmo: filósofo. Não é sábio, mas amante da sabedoria. K. Jaspers acentuou: a filosofia "trai -se a si mesma quando degenera em dogmatismo, num saber fixado numa fórmula, definitivo, completo. Fazer filosofia é estar a caminho; as perguntas em filosofia são mais essenciais do que as respostas e cada resposta converte-se numa nova pergunta".

Montaigne escreveu que "filosofar é aprender a morrer". Portanto, a filosofia também é arte de viver. No espanto interrogador: foi o espanto que levou os primeiros pensadores às especulações filosóficas, escreveu Aristóteles, seguindo o mestre, Platão. Por isso, Kant preveniu que a filosofia não se pode aprender nem ensinar, apenas se pode aprender a filosofar. Foi essa também a lição de Sócrates, o mártir da filosofia. Com o seu método - a ironia e a maiêutica -, ia derrubando o falso saber, assente na ignorância petulante, e, obrigando a reflectir, servia de parteiro à verdade. Acusado de ateu e corruptor da juventude, não temeu a morte. Pelo contrário, enfrentou-a com dignidade, avisando os seus concidadãos: "Obedecerei mais ao Deus do que a vós e enquanto viver não deixarei de filosofar e interrogar-vos: ateniense, como é que te não envergonhas de só pensar em amontoar riquezas, em adquirir honras, e desprezas os tesouros da verdade e da sabedoria e não trabalhas para tornar a tua alma tão boa quanto pode sê-lo?"

Filosofar é um trabalho de reflexão, isto é, tem a ver com aquele movimento do espírito que volta a si mesmo, pondo em questão os conhecimentos que já tem, a caminho de um saber do saber, consciente e crítico, e dando razão das coisas, do que é. Neste sentido, a vida verdadeiramente humana é filosófica, ao colocar-se no plano da inquirição racional livre e do constante pôr em questão. A filosofia tem os pés bem assentes na terra, ao contrário do que pensou a jovem serva da Trácia, que se riu de Tales que, ocupando-se de astronomia, caiu num poço enquanto olhava para o céu. O filósofo, indo à raiz das questões, não abandona o mundo: o que alimenta a sua reflexão são os problemas essenciais do mundo e do homem.

Kant resumiu a sua tarefa em três perguntas fundamentais: "Que posso saber?, que devo fazer?, que me é permitido esperar?" Questão decisiva é a primeira: a do conhecimento, que coloca toda a problemática das ciências e da metafísica. A segunda põe em marcha uma filosofia da acção. A terceira refere-se ao sentido: estamos entregues a forças cegas?, qual é o significado do homem no mundo? Responder a estas três perguntas seria responder também à quarta: "O que é o Homem?"

Disse-se que a filosofia é "serva da teologia". Mas Kant observou ironicamente que a serva tanto pode ir atrás, levantando o manto da sua senhora, como ir à frente com uma tocha acesa, iluminando o caminho. De qualquer forma, o filósofo verdadeiro não cai no dogmatismo: é crítico, humilde e tolerante na busca sem fim da verdade. Porque, como escreveu Unamuno, "nada do que verdadeiramente conta pode provar-se nem refutar-se". A razão, percorrido todo o seu caminho, sabe que acende a sua luz na noite do mistério.

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Prof. Anselmo Borges

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In Diário de Notícias de 14 de Novembro de 2009

quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

Fotos Reveladoras - 15

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CLAUDE LÉVI-STRAUSS, ANTROPÓLOGO DA ALMA

Morreu em 30 de Outubro o homem que devolveu a alma aos indígenas das Grandes Antilhas e aos brancos Espanhóis, após a descoberta da América. Uns enviavam comissões para se saber se os índios tinham alma, e outros afogavam os descobridores europeus para verificarem se os cadáveres entravam em putrefacção. Morreu o homem que deu rostos humanos à densidade fechada da Amazónia, e restaurou para o pensamento teológico da Europa a inocência da nudez do primeiro Éden do primeiro homem e da primeira mulher, entre as tribus dos Nambikwara e dos Tupi-Kawahib. Morreu o homem que afirmou que «existem muito mais culturas humanas do que raças humanas» e que repentinamente espaço e tempo se confundem. O seu estruturalismo edificou no inefável dos arcanos das raças esquecidas um espaço imaterial para a alma humana, que era negada pelas raças ditas superiores. Foi o antropólogo, dos homens e das suas linguagens, dos morfemas e dos fonemas da linguagem humana perdida nos meandros das selvas, que odiou as viagens e os exploradores, mas viajou nas décadas de 30 e 40 sobretudo, para trazer à dita civilização europeia, civilizações alegadamente perdidas. Por isso foi como linguista também que transformou os tabus sobre o desconhecido em antropologia, em homens e mulheres sobretudo. Percebi isso quando há 35 anos li Raça e História. E entrei no coração dos trópicos, na alma devolvida aos indígenas, quando li, mais tarde, Tristes Trópicos. E para os dias de hoje foi um profeta, anteviu na década de 50 o nosso rosto ocidental em transformação na Ásia, a mesma que estava e está a antecipar o nosso futuro, e já isto nos seus tempos de vigor o assustava. Morreu aos 100 anos em plena globalização daquele seu medo - descrito nos Tristes Trópicos - «o que me assusta na Ásia é a imagem do nosso futuro por ela antecipada».
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João Tomaz Parreira
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( Colaborador )

MOISÉS, SERVO DE DEUS...

Profeta, amigo de Deus, líder de competência altíssima, o mais manso de todos os homens que havia na terra, intercessor, amigo do povo, ensinador, legislador, homem de experiência espiritual profunda e marcante, gigante de fé, culto, uma história de vida única, esse foi Moisés. A sua existência foi marcada por três estações de 40 anos. Parecia que em cada um desses espaços de tempo, algo específico e drástico acontecia na sua vida. Cada uma dessas fases tem um fascínio próprio, encapsulado no relato de Hebreus capítulo 11, a galeria dos heróis. Entro nessa galeria. Paro diante de cada vida e reparo que há momentos, períodos, instantes (às vezes bem curtos), em que os tais homens e mulheres de fé apresentam pequenos defeitos e falhas que comprometem tudo o que é dito a seu respeito. [...]
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Sarah Catarino
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quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Fotos Reveladoras - 14

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Tumulo de Tutankamon Restaurado

( Foto jornal El Mundo )

O Conselho Superior de Antiguidades Egípcio (CSA) e o Getty Conservation Institute, com sede em Los Angeles, USA, começaram os trabalhos de restauração e conservação do tumulo do mítico faraó egípcio Tutankamón.
O projecto incluirá uma análise científica dos problemas que afectam as pinturas murais do tumulo, situado no Vale dos Reis, na cidade meridional de Luxor, segundo o director do Instituto Getty, Tim Whalen. [...]
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Continuar a ler AQUI , em Castelhano, no jornal El Mundo de 10 de Novembro de 2009

terça-feira, 10 de Novembro de 2009

"A viagem da Flor"

Toda semana ela passava na floricultura e pedia para levar uma rosa. Sua preferida era da cor champanhe ou vermelha. Ou cor de rosa. Ou a que tivesse as pétalas mais perfeitas, a do botão mais fechado, ou a mais cheirosa. Dali em diante, a flor viajaria algumas dezenas de quilômetros.O destino era ocupar um daqueles esguios vasos solitários e enfeitar a mesa do consultório. O local era distante, árido, e a clientela pouco usual. Era um centro de emergências médicas dentro de uma área de risco de explosão, longe da região urbana, longe de tudo, à beira da rodovia. Um local propositadamente isolado e sem atrativos. Um local onde se trabalhava arduamente. Onde centenas - às vezes milhares - de homens laboravam como montadores de andaimes, soldadores, pedreiros, ajudantes, eletricistas, motoristas, encanadores. Homens que involuntariamente se tornavam brutos pelo excesso de sol, de chuva, das roupas pesadas, pelo excesso de equipamentos de segurança, pela distância das famílias. Mas precisavam estar lá. Por isso só uma flor era necessária. Renovada de dois em dois dias, a flor era uma das poucas coisas coloridas naquele mundo de terra e poeira.Era para ser um alento. Um homem vinha machucado da área, tinha batido a marreta nas mãos, por exemplo. Enquanto era atendido pela equipe médica, observava encantado aquela flor tão delicada, mas tão delicada que chegava a pensar que era feita de seda, de tão perfeita e macia! Disfarçadamente se aproximava e tentava cheirar. Descobria - ‘ e não é que é mesmo?’ – que era uma flor de verdade. Enquanto isso a lesão era lavada, o corte suturado, o curativo era feito. Outros eram trazidos pela ambulância com alguma espécie de mal súbito: ‘dor no peito’, ‘pedra nos rins’, ‘pressão alta’. Enquanto esperavam o efeito da medicação, ou a prescrição médica, olhavam o teto, as janelas, as paredes brancas. Até que descobriam a flor. Alguns comentavam, lembrando do jardim que deixaram em Minas, das famílias, esposas, namoradas, até de gente que já tinha partido.Os mais poéticos ensaiavam versos, contavam que sabiam os mistérios da jardinagem,confessavam que homem também gosta de flor. Por alguns instantes eram capazes de esquecer de onde estavam, do capacete, do sol e das mãos cheias de calos. Eram então somente homens saudosos ou subitamente apaixonados por quem tinham deixado lá fora. Aprendizes da delicadeza e da contemplação, homens finos e sensíveis. Pelo menos por alguns instantes. Então dois dias se passavam e nova flor precisava ser trazida. Lá de novo na floricultura, o mesmo zelo e rigor em escolher a mais bela do dia. A flor que iria fazer a viagem. Desta vez o vendedor não resistiu e perguntou porque somente uma flor era escolhida e levada. Não mais que uma. Às vezes duas. Porque ‘ a cliente vinha de dois em dois dias, e não levava logo um buquê? ‘ Ela explicou sobre o esguio vaso solitário, a mesa, o consultório, os capacetes, o sol, a saudade dos homens brutos. Ela explicou como a flor possuía a mágica de trazer à tona o melhor de cada um. A flor se tornara tão necessária naquele lugar e por isso precisava ser a mais linda, a mais perfeita e a mais cheirosa. O vendedor se comoveu. Contou que por muitos anos havia sido pedreiro, operário, homem invisível, daqueles que ninguém repara nem cumprimenta na rua. Que nunca ninguém tinha trazido uma flor para ele. O vendedor chorou.Voltou e fez novo embrulho, desta vez com muitas flores, todas as mais bonitas e perfeitas e cheirosas, e, estendendo o buquê, disse que ‘era um presente dele’ para a cliente. O que ele não disse, mas quis dizer, é que as flores não eram só para a cliente, mas também para os homens. Quem sabe para si mesmo? Ele entendeu que a flor era mais que enfeite, era missão; mais que perfume, era memória, analgésico e cura. Ele entendeu tudo e se sentiu-se cheio de dignidade e honra. E se despediu da cliente e das flores, que agora podiam fazer sua viagem.
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Helena Beatriz Pacitti, 10/11/2009

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Via Timilique

Fotos Reveladoras - 13

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Ich bin ein Berliner

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......................................... ICH BIN EIN BERLINER
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O muro teve sempre uma brecha
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tinha um buraco
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à espera de um coração, só os olhos
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do sonho passavam, só as palavras
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murmuradas, feridas
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passavam para lá do betão
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armado pelos bárbaros
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cairia
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pela mão de um Davi
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O muro sempre teve um buraco
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à espera de um nome
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John F.Kennedy.
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9/11/2009 .
João Tomaz Parreira

A Verdade

"Cristo quer que a verdade seja preferida a ele próprio, porque antes de ser Cristo ele é a verdade. Se alguém se distancia dele para ir à verdade, não dará muitos passos sem cair nos seus braços."
Simone Weil
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segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Berlim 1961-1989

Fotos Reveladoras - 12

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